27/03/2009 15:15:05
Ela é a fruta mais vendida no mundo, tem o Brasil como terceiro maior produtor e é cultivada em mais de uma centena de países. Mas, até chegar no consumidor, a banana esteve sujeita a mais de 20 doenças causadas por fungos, bactérias, vírus e nematóides, que em alguns casos causam a perda de toda a plantação.
Uma parceria da Embrapa com a Agência de Defesa Silvipastoril de Rondônia (Idaron) tem permitido que as doenças da bananeira no estado amazônico sejam identificadas, mapeadas e monitoradas. É um passo importante para a redução dos prejuízos e o aumento de produtividade.
Os trabalhos começaram em 2004. Técnicos da Idaron percorrem o Estado e recolhem amostras de plantas com sintomas de doença. Os materiais são devidamente acondicionados e encaminhados ao Laboratório de Fitopatologia da Embrapa Rondônia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
A partir daí, começa o trabalho de identificação do patógeno, o causador da doença. O primeiro passo é a limpeza do material, para a retirada de microorganismos da parte externa, que possivelmente não são os reais causadores da doença. Em seguida, as amostras são colocadas em meio de cultura para que fungos e bactérias se desenvolvam, facilitando a identificação.
Os resultados obtidos em cinco anos de monitoramento mostram que, apesar de estar sujeita a mais de duas dezenas de doenças, a cultura da banana em Rondônia é afetada principalmente por três delas: sigatoka-negra, mal-do-panamá e moko-da-bananeira. Juntas, elas são apontadas pelos pesquisadores como as principais responsáveis pela baixa produtividade média anual do Estado, que é de 8,4 toneladas por hectare, consideravelmente inferior à média nacional, 14 t/ha/ano.
Fungos e bactérias
De acordo com o pesquisador Cléberson de Freitas Fernandes, da Embrapa Rondônia, a principal doença da bananicultura no Estado é a sigatoka-negra. Mas isso não é exclusividade de Rondônia. Desde que foi descoberta, em 1963, no distrito de Sigatoka, nas Ilhas Fiji, a doença se transformou na mais grave ameaça mundial à cultura da banana. Em Rondônia, foi identificada pela primeira vez há dez anos, no município de Porto Velho.
Causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis (fase sexuada) e Paracercospora fijiensis (fase anamórfica), a sigatoka-negra ataca as folhas da bananeira. Os primeiros sintomas aparecem na face inferior da folha, como estrias de cor marrom, que evoluem para a cor preta. Provoca rápida destruição da folha, reduzindo a capacidade fotossintética e a produtividade da planta.
O mapa da ocorrência de sigatoka-negra em Rondônia mostra um aumento progressivo do número de municípios atingidos. Em 2004, a doença foi identificada em nove municípios. No ano seguinte, outros sete foram marcados no mapa. Atualmente, dos 26 municípios monitorados, apenas cinco não apresentaram amostras contaminadas.
Outra doença que chamou a atenção dos pesquisadores pelo aumento do número de municípios afetados foi o moko-da-bananeira. Causada por uma bactéria, a doença é crítica pelo alto poder de destruição e pela ausência de remédios ou de variedades resistentes ou tolerantes. De acordo com o pesquisador José Roberto Vieira Júnior, da Embrapa Rondônia, no primeiro ano de estudo, a doença foi identificada apenas em Governador Jorge Teixeira e Alvorada do Oeste. Atualmente, foi comprovada a ocorrência em 14 municípios.
Os pesquisadores ainda não sabem se o aumento no número de municípios atingidos é resultado da disseminação da doença ou se os casos aumentaram em função de uma maior capacidade de identificação e monitoramento. O fato é que o moko-da-bananeira pode comprometer toda a plantação e que são necessárias medidas de controle. Quando a doença é diagnosticada, é preciso eliminar a planta infectada e retirar também as bananeiras vizinhas, criando uma clareira sanitária. Também é necessária a higienização das ferramentas. Um facão contaminado pode disseminar a bactéria.
A terceira doença que apresenta grandes prejuízos é o mal-do-panamá. Causada por um fungo, a doença afeta de forma implacável a variedade de banana maçã, bastante apreciada pelo mercado. A saída é utilizar variedades resistentes, que dispensam a utilização de fungicidas. Em Rondônia, o mal-do-panamá é a segunda doença mais grave para o cultivo da banana.
Os pesquisadores preparam esse ano um comunicado técnico sobre a ocorrência do mal-do-panamá no Estado. O trabalho será publicado pela Embrapa Rondônia. Nos próximos meses, o objetivo é aumentar o número de municípios monitorados. Até 2010, os pesquisadores pretendem cobrir todo o Estado, para a elaboração do diagnóstico completo das doenças na cultura da banana em Rondônia.
Daniel Medeiros
Embrapa Rondônia
www.cpafro.embrapa.br
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segunda-feira, 30 de março de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
DF é reconhecido como área livre de sigatoka negra
22/01/2009 19:20:52
O Distrito Federal está oficialmente livre da praga sigatoka negra (Mycosphaerella fijiensis), a mais destrutiva da cultura da bananeira. O reconhecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) foi publicado, nesta quinta-feira (22/01), no Diário Oficial da União por meio da Instrução Normativa nº 1. A sigatoka negra pode resultar em perdas de até 100% na produção, uma vez que o fungo causador da praga provoca a morte prematura das folhas.
A meta para o reconhecimento do DF como área livre da praga foi cumprida dois anos antes do previsto, já que 2011 era a data limite imposta inicialmente pelo Mapa. Com isso, os produtores locais de bananas não terão impedimento fitossanitário relacionado a essa praga para comercializar o produto no mercado interno ou externo.
A legislação vigente exige, para o trânsito de frutos da banana, que sejam oriundos de áreas livres. Além do Distrito Federal, o Ministério da Agricultura reconhece como áreas livres os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Goiás e partes de Mato Grosso e Minas Gerais.
Entrada da praga no Brasil- A sigatoka negra chegou ao Brasil em 1998, sendo detectada, pela primeira vez, no Amazonas. Sua propagação para outras regiões do País ocorreu, principalmente, pelo trânsito de frutos contaminados. Atualmente, a sigatoka negra ainda é considerada Praga Quarentenária Presente no Brasil, pois se encontra restrita e sob controle oficial.
As atividades desenvolvidas pelo Mapa, por meio do Departamento de Sanidade Vegetal, da Secretaria de Defesa Agropecuária (DSV/SDA), visam impedir a propagação da sigatoka negra pelos frutos e mudas contaminados.
Sistema de Manejo - Nas unidades federativas onde a praga está presente, é necessária, para o comércio de frutos, a inscrição do produtor no Sistema de Manejo de Risco da Praga, reconhecido e certificado pelo órgão estadual de defesa agropecuária.Tanto as áreas livres quanto o sistema de manejo de risco, portanto, visam preservar o comércio interestadual e internacional, reduzindo os riscos de disseminação da doença.
Os produtores e comerciantes devem se preocupar na preservação da área livre não trazendo para o DF material de propagação sem a devida certificação de origem fitossanitária.
Fonte: www.agricultura.gov.br
O Distrito Federal está oficialmente livre da praga sigatoka negra (Mycosphaerella fijiensis), a mais destrutiva da cultura da bananeira. O reconhecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) foi publicado, nesta quinta-feira (22/01), no Diário Oficial da União por meio da Instrução Normativa nº 1. A sigatoka negra pode resultar em perdas de até 100% na produção, uma vez que o fungo causador da praga provoca a morte prematura das folhas.
A meta para o reconhecimento do DF como área livre da praga foi cumprida dois anos antes do previsto, já que 2011 era a data limite imposta inicialmente pelo Mapa. Com isso, os produtores locais de bananas não terão impedimento fitossanitário relacionado a essa praga para comercializar o produto no mercado interno ou externo.
A legislação vigente exige, para o trânsito de frutos da banana, que sejam oriundos de áreas livres. Além do Distrito Federal, o Ministério da Agricultura reconhece como áreas livres os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Goiás e partes de Mato Grosso e Minas Gerais.
Entrada da praga no Brasil- A sigatoka negra chegou ao Brasil em 1998, sendo detectada, pela primeira vez, no Amazonas. Sua propagação para outras regiões do País ocorreu, principalmente, pelo trânsito de frutos contaminados. Atualmente, a sigatoka negra ainda é considerada Praga Quarentenária Presente no Brasil, pois se encontra restrita e sob controle oficial.
As atividades desenvolvidas pelo Mapa, por meio do Departamento de Sanidade Vegetal, da Secretaria de Defesa Agropecuária (DSV/SDA), visam impedir a propagação da sigatoka negra pelos frutos e mudas contaminados.
Sistema de Manejo - Nas unidades federativas onde a praga está presente, é necessária, para o comércio de frutos, a inscrição do produtor no Sistema de Manejo de Risco da Praga, reconhecido e certificado pelo órgão estadual de defesa agropecuária.Tanto as áreas livres quanto o sistema de manejo de risco, portanto, visam preservar o comércio interestadual e internacional, reduzindo os riscos de disseminação da doença.
Os produtores e comerciantes devem se preocupar na preservação da área livre não trazendo para o DF material de propagação sem a devida certificação de origem fitossanitária.
Fonte: www.agricultura.gov.br
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