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segunda-feira, 23 de março de 2009

IMA intensifica fiscalização do trânsito de animais e vegetais

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) vai intensificar a fiscalização do transporte de animais e vegetais, seus produtos e subprodutos em todo o estado. A meta para 2009 é que sejam realizadas 960 ações de fiscalização, sendo que cada uma das 20 Coordenadorias Regionais do Instituto realize quatro blitze por mês. Ano passado foram realizadas 792 fiscalizações, superando a meta de 720.

 
Dados da Coordenadoria de Apoio à Operação Fiscal (COF) do IMA mostram que ano passado as fiscalizações móveis aumentaram 25%, em relação a 2007. Em 2008 cerca de 29 toneladas de carnes foram apreendidas e destruídas e foram aplicadas 658 infrações, contra 9 toneladas de carnes e 421 infrações no ano anterior.
 
O coordenador de Apoio à Operação Fiscal do IMA, Ronaldo Miranda, explica como é feita a fiscalização. “Ao realizar as blitze percebemos que as infrações mais comuns são a falta de documento sanitário, tais como a Permissão de Trânsito Vegetal (PTV) e a Guia de Trânsito Animal (GTA), além do mau condicionamento da carga e o trânsito de produtos clandestinos”. O principal objetivo da inspeção dos veículos é verificar o cumprimento da legislação e dos requisitos higiênico-sanitários e de boas práticas de fabricação a que devem atender para obterem alimentos de qualidade sanitária, seguros e que não ofereçam riscos à saúde humana.
 
Para aprimorar esse trabalho, no ano de 2008, foram adquiridos nove veículos utilitários, equipados com computador de bordo e GPS para a realização de fiscalizações móveis. O equipamento instalado no veículo permite a emissão imediata do Documento de Arrecadação Estadual (DAE), a consulta ao Sidagro - Sistema de Defesa Agropecuária, sistema informatizado do órgão - para verificar a situação dos proprietários, das cargas, das propriedades rurais, dentre outros. Além disso, cada uma das 19 Barreiras Sanitárias, estrategicamente localizadas nas estradas mineiras, foi equipada com novos computadores, mesas e cadeiras, geladeira, ventilador e bebedouro e um automóvel.
 
Para o diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, os benefícios do investimento podem ser percebidos por toda a sociedade. “Com uma equipe de profissionais capacitada e equipada podemos aumentar o número de fiscalizações no trânsito e melhorar a qualidade e agilidade das ações. Isso torna mais difícil o comércio de produtos irregulares e quem sai ganhando são os consumidores mineiros”.
 
As atividades de fiscalização foram intensificadas para o alcance das metas do Projeto Estruturador Certifica Minas, que está sendo executado pelo IMA. O objetivo principal deste Projeto é ampliar a inserção competitiva da produção agropecuária mineira nos mercados nacional e internacional. As ações de fiscalização do trânsito visam garantir o cumprimento da legislação de sanidade animal e vegetal no estado e impedir que os produtos impróprios para o consumo, cheguem aos consumidores.
 
Barreiras de Fiscalização Sanitária
 
Atualmente o IMA conta com 19 barreiras fixas de fiscalização que funcionam 24 horas por dia, em regime de plantão. A maioria opera junto às barreiras fiscais da Secretaria de Estado da Fazenda e contam com o apoio da Polícia Militar de Minas Gerais e Polícia Rodoviária Federal.
 
As cidades onde há essas unidades instaladas são: Espinosa, Unaí, Pacaratu, Além Paraíba, Extrema, Fronteira, Planura, Conceição das Alagoas, Delta, Córrego Danta (Estalagem), Divisa Alegre, Borda da Mata, Martins Soares, Carneirinho (Porto Alencastro), Nanuque, Matias Barbosa, Contagem (Ceasa), Montes Claros e Pirapora.
 
Luiza Baggio
IMA
www.ima.mg.gov.br

segunda-feira, 2 de março de 2009

Barreiras sanitárias preocupam o Brasil

27/02/2009 14:26:20

O Brasil está preocupado com barreiras contra suas exportações agrícolas por supostas razões sanitárias e fitossanitárias, e por causa disso promoveu uma rodada de reuniões bilaterais com China, Estados Unidos, Canadá, Japão, Colômbia, Coreia do Sul, Malásia e México nesta semana em Genebra.

De acordo com o embaixador do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo, as questões sanitárias e fitossanitárias ganham importância na medida que o comércio passa a ter tarifas mais baixas. "Podem se tratar de proteção comercial velada e tendem a ser mais frequentes", afirmou ele.

Sobre o México, que continua sem responder se aceita os "bons ofícios" do presidente do Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da OMC para examinar uma queixa do Brasil contra o veto a suas exportações de carne suína para aquele mercado, Azevedo foi categórico: "Nossa paciência não é infinita e examinaremos o próximo passo a tomar".

As reuniões ocorreram à margem do SPS, e no encontro com a China o país asiático se "comprometeu" a acelerar demandas do Brasil para liberar as licenças de importação para a entrada de carne de frango e a completar o relatório de uma auditoria que decidirá se enfim será autorizada a importação de carne suína, sem prazos definidos. O Brasil também quer elevar o número de estabelecimentos autorizados a exportar carne bovina para a China.

Dos EUA, a delegação brasileira cobrou a promessa de adoção de uma proposta de regulamentação, que será submetida a debate público, para permitir a importação de carne suína de Santa Catarina, Estado livre de febre aftosa, peste suína clássica e outras doenças. A promessa foi feita pelo governo de George W. Bush, mas o gabinete de Barack Obama até agora não agiu.

Com o Japão, continua a pressão para que Tóquio aprove a importação de outras variedades de manga produzidas no Brasil. Mas o jogo é duro. A autorização para a primeira variedade, que não foi bem aceita pelo consumidor japonês, demorou quase 30 anos.

Com Canadá e Colômbia, foram debatidas as barreiras contra a gelatina feita com pele da cabeça de bovinos. Já com a Malásia, a discussão envolveu a trava contra a entrada de plantas de seringais, enquanto no caso da Coreia do Sul a pressão é pela aceleração do sinal verde à carne suína brasileira.

Esta semana, o Brasil colocou no radar do SPS outra preocupação, junto com exportadores de Mercosul e Caribe: a multiplicação de padrões privados, com supermercados impondo mais exigências para importar por supostas preferências do consumidor. O custo adicional para reduzir resíduos de pesticidas, por exemplo, é elevado e recai apenas sobre o exportador.

O Brasil levanta dúvidas sobre a legalidade de padrões privados, já que as regras da OMC falam de exigências com justificativas científicas. A briga vai ser forte com os países industrializados importadores. Na quinta-feira, a representante dos EUA retrucou: "Isso não é problema de acesso ao mercado, mas problema de acesso ao supermercado".

Fonte: Valor Econômico

Divulgação: Agência CNA - http://www.cna.org.br