quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Defesa Vegetal de MS alerta para o cadastramento de culturas
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Mato Grosso do Sul terá 1.689.080 hectares utilizados na produção de soja. Desse total, 83% foram cadastrados no sistema da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), totalizando 1.356.476 hectares cadastrados.
A data para cadastramento foi até 15 de dezembro, excepcionalmente no ano passado. A partir de 2009, a data fica fixa em 30 de novembro. Alguns produtores que não cadastraram suas propriedades já procuraram a área de gestão vegetal da Iagro para solicitar o cadastramento após o fechamento do sistema, que foi aberto em 1° de setembro de 2008.
No requerimento, encaminhado à diretoria da Iagro, o produtor solicita o cadastramento, enviando anexos os dados da propriedade, como quantidade de hectares, culturas utilizadas, entre outras informações.
'Todos os casos serão analisados e os produtores serão comunicados da decisão. Entretanto, alertamos para os produtores não deixarem de cadastrar, pois a falta de cadastro pode resultar em multas no período de vazio sanitário da soja', alerta Glaucy Ortiz, gestora de defesa sanitária vegetal.
Em 2008, o não cadastramento das áreas de plantio da soja resultou em 249 multas, das 383 aplicadas durante a fiscalização no vazio sanitário da soja. Ao todo, foram visitadas 4.603 áreas de plantio (que podem ser na mesma propriedade), em um total de 1.055.192 hectares, percorridos em 58 municípios.
Jorge Fernando Carrilho de Almoas
Fonte: Secretaria do Estado do Desenvolvimento Agrário do MS
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Artigo - História e impacto da entrada da Sigatoka-negra no Brasil – 10 anos da identificação da doença
Em dezembro de 1997, durante um trabalho realizado em Tabatinga e Benjamin Constant, para avaliar a incidência e prevalência de doenças vasculares da bananeira (Moko e Mal-do-panamá) realizado pelos técnicos na época, da Delegacia Federal da Agricultura do Estado do Amazonas e Embrapa Amazônia Ocidental, Ana Fabíola, Carlinhos, José Clério Rezende Pereira e Luadir Gasparotto, detectaram uma nova doença foliar ocorrendo em bananeira, de forma severa induzindo perdas de até 100% nas cultivares prata, maçã e nos plátanos Pacovan (D’angola) e Pacovi (Banana da Terra).
Em fevereiro de 1998, nos laboratório de Fitopatologia da Embrapa Amazônia Ocidental, os pesquisadores José Clério, Luadir Gasparotto, Araides Fontes e a na época bolsista de DCR Ana Fabíola, confirmaram a identificação da doença como sendo Sigatoka-negra causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis, anamorfo Pseudocercospora fijiensis. A primeira publicação da ocorrência da doença encontra-se nos Anais do Congresso Brasileiro de Fitopatologia realizado em Fortaleza, Ceará em agosto de 1998.
Nos anos de 1998 e 1999, foram efetuados levantamentos da incidência da doença no Estado do Amazonas pela calha do Rio Solimões/Amazonas, desde Atalaia do Norte até a divisa com o Pará, Rio Negro, de São Gabriel da Cachoeira até Manaus, todos os municípios da calha do rio Madeira. Em 1999, portanto, a doença estava ocorrendo nos Municíos de Benjamin Constant, Tabatinga, Coari, Rio Preto da Eva e São Gabriel da Cachoeira. Este último, provavelmente a doença entrou via mudas pela Venezuela. Entre 2001 e 2002, a doença já ocorria em todo o estado do Amazonas, com exceção de alguns municípios na calha do Rio Madeira. Até o anos de 2004, a doença já ocorria em todos os estados da região norte, exceto Tocantins.
Em 1998 foram instalados os primeiros experimentos para avaliar o comportamento de cultivares de bananeiras frente à Sigatoka-negra. Como resultado destes experimentos recomendou-se no final de 1999, em Dias de Campo em Tabatinga e Benjamin Constant, as cultivares Thap maeo e Caipira como resistentes à doença. Atualmente, estão recomendadas 12 cultivares de banana resistentes à Sigatoka-negra, com as características descritas abaixo.
A base alimentar das populações da Amazônia, em especial aquelas que vivem no interior e em áreas isoladas, está baseada em tripé, composto por mandioca, peixe e banana. Com a entrada da doença na Região a produção de banana e plátanos foi devastada, fazendo o consumo per capita da fruta cair de 70 kg por habitante para próximo 30 kg, pela falta do produto. No campo, principalmente nas áreas de várzea, muitos produtores rurais perderam sua principal fonte de renda, no caso a banana, obrigando a uma mudança de perfil na incipiente produção agrícola no Amazonas.
Parte produção de banana foi substituída por mamão e maracujá e as cultivares resistentes à Sigatoka-negra de bananeiras. Desconhecem-se as reais conseqüências econômicas e sociais da entrada da doença na Amazônia, em especial no Amazonas, por parte dos agricultores tradicionais. Acredita-se que parte deles tenham abandonado suas terras e migrado para a capital Manaus ou cidades do interior do Estado.
A maior parte dos produtores tradicionais que abandonaram a cultura foi substituída por uma nova geração de produtores capitalizados e tecnificados , muitos em áreas de terra firme, produzindo até 20t/ha ao ano contra cerca de 8 t/ha ao ano dos produtores tradicionais na várzea. Entretanto o Amazonas continuou importando cerca de 80% da banana consumida no estado, em particular de Roraima.
Existe um grande potencial para a produção de banana no Amazonas, o que poderia gerar empregos e prevenir o êxodo rural, além de manter a movimentação financeira dentro do estado. É uma cultura que emprega um trabalhador para cada 1,5 ha cultivados, poder gerar até R$10.000,00 por ha/ano, não exige a aplicação de defensivos químicos e é ideal para ser utilizada por pequenos produtores rurais, em razão de seu elevado rendimento por área, alta demanda por mão-de-obra e facilidade na comercialização.
O mercado de banana hoje está adaptado às novas cultivares, estimando-se que apenas em Manaus o potencial de consumo pode chegar a 115.000 toneladas ao ano, ou seja, aproximadamente 57 milhões de reais de renda para o produtor, partindo de um preço base de R$0,50 o quilo da fruta.
Para que todo este potencial possa ser mostrado, alguns gargalos devem ser superados para que a bananicultura retome o lugar que lhe é de direito, principalmente no que se refere à oferta de mudas para a formação de novos bananais em todos os municípios do estado.
José Clério Rezende Pereira, Luadir Gasparotto, Murilo Rodrigues de Arruda e Mirza Carla Normando Pereira
Pesquisadores da Embrapa Amazônia
Ocidental
Fonte: Grupo Cultivar
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Combate ao greening
Aumenta a adesão do citricultor no combate ao greening. De acordo com os relatórios da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, até o último dia 15 de janeiro 14.690 propriedades rurais entregaram relatórios de inspeção e erradicação das plantas com a doença, o que representa 77,68% do total. Segundo os relatórios , 1,34 milhão de árvores doentes foi erradicada pelos citricultores até aquela data. Nos primeiros sete meses do ano passado, cerca de 900 mil plantas havia sido erradicadas. Quanto ao avanço da doença, também houve uma relativa diminuição devido à maior participação do produtor: o índice de infestação caiu de 47% para 44% das propriedades.
Fonte: Gazeta Mercantil
Consulta pública mosca-das-frutas
Está aberta a consulta pública, pelo prazo de 15 dias, para a elaboração do texto definitivo da Instrução Normativa que regulamentará a habilitação e o credenciamento de organizações, públicas e privadas, que prestarão serviços de monitoramento de mosca-das-frutas em programas de exportação, atendendo exigências fitossanitárias dos países importadores. O texto preliminar da norma e seus anexos foram publicados na edição da sexta-feira (30-01) no Diário Oficial da União (DOU), na página 26 da seção nº 1.As sugestões para o aperfeiçoamento do texto devem estar tecnicamente fundamentadas e deverão ser encaminhadas, por escrito, para o endereço: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Esplanada dos Ministérios, Departamento de Sanidade Vegetal, DSV/SDA, bloco “D”, anexo “B”, sala 303, CEP: 70.043-900, Brasília/DF. Podem ser enviadas também para o endereço eletrônico dsv@agricultura.gov.br.
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
decreto regulamenta defesa sanitária vegetal na BA
O governador Jaques Wagner, com o firme propósito de apoiar a defesa vegetal da Bahia, assinou o decreto Nº 11.414/09, regulamentando a implementação do conjunto de programas, projetos, atividades de fiscalização, inspeção, medidas de prevenção, controle e erradicação de pragas dos vegetais. O decreto também regulamenta e assegura a sanidade das cadeias produtivas, atividades que são executadas pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia, Adab, órgão vinculado a Secretaria da Agricultura. O objetivo é atender ao desenvolvimento da agricultura, proteger a saúde pública e o meio ambiente.
Para o secretário da Agricultura, Roberto Muniz, o decreto tem grande importância pois demonstra o firme propósito do governo de ampliar a defesa sanitária vegetal na Bahia. Ele analisa que a regulamentação dessa atividade contribui decisivamente para o suporte do agricultor familiar, bem como para o agronegócio, torna-os competitivos no mercado interno e externo. Segundo o secretário, esse diploma legal respalda e ratifica as ações da Adab, auferindo-lhe segurança e mais credibilidade.
Para o diretor geral da Adab, Cássio Peixoto, o decreto é de extrema importância, pois complementa as atividades executadas pela agência, principalmente aquelas que tem como premissa básica a proteção do território baiano à introdução de pragas de importância econômica e quarentenária. 'A Adab tem implementado e desenvolvendo programas de monitoramento, educação sanitária, controle, caracterização de áreas livres de pragas embasados no zoneamento, cadastramento, georeferenciamento de plantios, na determinação de incidência e prevalência de pragas em importantes culturas produzidas no estado' completou Peixoto.
Defesa fitossanitária
O modelo de defesa sanitária adotado pela Bahia através da Adab, vem garantindo de forma crescente a produção agrícola no estado, atestando a qualidade fitossanitária dos produtos, seja através da agregação de valor à produção, seja através da melhoria da saúde do homem do campo, promovendo condições ideais para o desenvolvimento da agricultura sustentável.
Tornou-se necessário a Bahia possuir um intenso e rigoroso sistema de defesa fitossanitária, pois somente em 2008 o estado colheu cerca de 6,5 milhões de grãos, números que representaram a maior safra de todos os tempos e teve como suporte o Programa de Manejo Estratégico da Ferrugem Asiática da Soja articulada com o setor produtivo. Já para a cotonicultura houve um aumento de aproximadamente 10% na produção e 8% na área colhida.
Na região de Livramento de Nossa Senhora o destaque é o Programa de Controle de Moscas das Frutas que beneficia uma área superior a 13 mil hectares dos quais 90% é de agricultura familiar gerando mais de 35 mil empregos diretos e indiretos. Já a fruticultura baiana que é composta de pólos agroindustriais especializadas na produção de polpas, sucos, concentrados e doces participou no valor bruto da produção vegetal com um aumento de 14%, gerando um faturamento de R$2,56 milhões. O Estado ainda possui programas fitossanitários para as culturas do citrus, abacaxi, banana,anonáceas, sisal, recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos dentre outras.
Fonte: Ascom Adab